domingo, 22 de fevereiro de 2015

Imensidão

Já fazia algum tempo que as conversas consigo mesmo haviam se tornado um tanto quanto frequentes. Indagações sobre a própria existência misturavam-se à universal questão do viver ou  não viver. Um misto de decepção e motivação convertiam-se num estranho combustível que motivava seus dias.
Sentia-se só, procurava-se a si mesmo, embora muitas vezes acreditasse já saber todo o propósito de sua vivência
Inquietante e explosiva
Essa era a definição que atribuía-se.
Encontrava-se e perdia-se com a mesma facilidade  que a mutabilidade dos dias lhe conferiam. Estaria mesmo só nesse mar de questionamentos tão sórdidos?
Deveria mesmo se matar e interromper todo esse caos?
Ou deveria dar oportunidade para a vida que se desenhava?
O fato, no fim das contas, é que havia aprendido que não há fórmulas para viver a vida, e a magia de tudo isso pode estar no próximo olhar, no  próximo sorriso e no próximo amanhecer.
Nunca se sabe o que pode acontecer.
E, por mais estranho que possa parecer, nessa imensidão de pensamentos, nunca estamos sozinhos.

Um comentário:

  1. Saudações, Poeta!
    Creio, fortemente, que os esperançosos estão numa grande rede social, conectados pela humanidade.

    Sigamos...

    ResponderExcluir