sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O absurdo e a violência

“O que aconteceu foi uma manifestação absurda e violenta, que atenta contra a democracia, a liberdade de expressão e o estado de direito. Um grupo de baderneiros, infiltrado no movimento dos professores, impôs uma mordaça ao Poder Legislativo, impedindo temporariamente o seu funcionamento. É lamentável que a democracia, pela qual tanto lutamos, seja ameaçada por atos violentos como os que assistimos no dia de hoje” (http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/02/absurda-e-violenta-diz-richa-sobre-manifestacao-contra-pacotaco.html)



Assim pronunciou-se o (sic) legítimo representante do Povo Paranaense ao referir-se à greve dos Professores em nosso Estado.

Finge se esquecer o "querido governante" que o verdadeiro absurdo encontra-se na violência delegada em prol da retirada de direitos históricos do Funcionalismo Público Paranaense.

Aceitar de cabeça baixa que, no romper do dia, governador e deputados desprovidos de qualquer vergonha na cara realizem um verdadeiro "saque" aos nossos Servidores desqualificaria completamente o movimento em sua essência.

Mas, graças à conscientização política, que há muito acreditava estar esquecida, uma multidão de Herois paranaenses impediu a imposição de uma mordaça no Funcionalismo Público, impedindo temporariamente que o poder legislativo legitimasse de uma vez por todas a sua não representação do povo, coisa que há tempos muitos desconfiam.


Pois é, governador, embora estejas um tanto quanto equivocado em tuas declarações, uma coisa não se pode negar: realmente o absurdo e a violência rondaram as praças de Curitiba essa semana.

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