Imensidão

Já fazia algum tempo que as conversas consigo mesmo haviam se tornado um tanto quanto frequentes. Indagações sobre a própria existência misturavam-se à universal questão do viver ou não viver. Um misto de decepção e motivação convertiam-se num estranho combustível que motivava seus dias.
Sentia-se só, procurava-se a si mesmo, embora muitas vezes acreditasse já saber todo o propósito de sua vivência
Inquietante e explosiva
Essa era a definição que atribuía-se.
Encontrava-se e perdia-se com a mesma facilidade que a mutabilidade dos dias lhe conferiam. Estaria mesmo só nesse mar de questionamentos tão sórdidos?
Deveria mesmo se matar e interromper todo esse caos?
Ou deveria dar oportunidade para a vida que se desenhava?
O fato, no fim das contas, é que havia aprendido que não há fórmulas para viver a vida, e a magia de tudo isso pode estar no próximo olhar, no próximo sorriso e no próximo amanhecer.
Nunca se sabe o que pode acontecer.
E, por mais estranho que possa parecer, nessa imensidão de pensamentos, nunca estamos sozinhos.
Saudações, Poeta!
ResponderExcluirCreio, fortemente, que os esperançosos estão numa grande rede social, conectados pela humanidade.
Sigamos...